terça-feira, 5 de outubro de 2010

sabedoria... melodias ... também

Boa Hora

Alessandra Leão/Juliano Holanda


Anda o teu andar sem pressa
Chega, a boa hora é essa
Entra


Puxa essa cadeira
Tem a tarde inteira

Quase que eu perdi o medo
Deixa de guardar segredo
Deita


Espera amanhecer
Sabe como deve ser

Traz de volta a claridade
Parte um sopro de saudade
Senta


Deixa de bobeira
A vida é tão ligeira

A promessa que eu fiz foi diferente
Pois na volta parece que é mais perto
Não há jeito melhor que o jeito certo
Quem quer sombra é melhor jogar a semente
Quando for dar um passo olhe pra frente

Saiba bem do caminho na largada
E não vá se perder com tanta estrada
Não se pode esquecer do objetivo
Não há laço maior que o afetivo
Nem amparo melhor que a madrugada

obrigada!!!

sábado, 2 de outubro de 2010

a excêntrica familia de Rose

...faz frio mas eu canto... ou melhor, faz frio, eu canto e é primavera. olha que coisa boa. mais perto dos dias agradáveis...sol, gente feliz pela rua... passarinhos já cantam e a bicharada aqui em casa se aninha numa grande cama, fazendo um 3 por 10: 3 mamães e 10 filhotes. nascidos com uma diferença de 5 dias. então tem de tudo qto é tamanho e de tudo qto é cara e cor. já estão abrindo os olhinhos... hummmm, assim eu gamo!!! alguns já tem até nome: sancho pança, paquito de rivera, biro biro, froddo e sam, isabel e anabel, bily negão... ainda falta nomear 2. é lindo ver essa bicharada aqui, mamando, amamentando. minha familia por essas bandas.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

alta... bem alta.

a primavera chegou... frase bonita pra começar um texto, não fosse morar em Curitiba, onde sabe-se lá pq, a cidade NUNCA entende a troca das 4 estações e insiste em te-las, todas, todos os dias.
caprichos de uma cidade a 945 m de altitude.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

será primavera??

tudo se acalmando!!!

adorável Helena Sofia!!!

No mapa mundi circulei ilhas pacíficas

E a probabilidade de poder te encontrar

Na espaçonave lá do céu de Brasília

ETs e pacifistas não souberam me informar

Num elétrico em Lisboa, em Sampa ou Budapeste

Gritei teu nome em vinte línguas ou mais

Te ver em Cuba encubado em formol

Te ver em Bali balindo pro sol

Andei no pé de um vulcão, subi o Monte Pascoal

Andei por todo esse mundo pra encontrar teu carnaval

E quanta areia engoli nesse deserto de sal

Só pra poder te encontrar no Terminal do Cabral


Cortei o mapa num voo diagonal

Cruzei o Mato Grosso, não te vi lá em Manaus

O Rio Nilo atravessei a nado

Na Praia Grande eu passei um mal bocado

Na França, no Peru, na África do Sul

Juro por deus que procurei teus sinais

Falei com monges tibetanos, guaranis

No Everest congelei meu nariz

Andei no pé de um vulcão, subi o Monte Pascoal

Andei por todo esse mundo pra encontrar teu carnaval

E quanta areia engoli nesse deserto de sal

Só pra poder te encontrar no Terminal do Cabral

Andei no pé de um vulcão, subi o Monte Pascoal

Andei por todo esse mundo pra encontrar teu carnaval

De sol a sol trabalhei, um dia fui pras cucuias

E só assim te encontrei lá no Capão da Imbuia


Mapa


às crianças, às lembranças, ao Sincopé!!

eu sou carioca... e muitas vezes só entendo isso quando me deparo com festas locais (tradição). no resto do ano me sinto bem brasileira... meio que justificando a minha possibilidade de ir e vir no território nacional... sem grandes danos. hoje é dia de Cosme e Damião e me deu uma saudade da infância... lá com meus 7, 8 anos, quando saia com meus irmãos pra "pegar doce". na minha rua (onde até hoje é a casa da minha mãe), tem um terreiro de umbanda , chama Sta Barbara, e lá era um ponto importante de entrega de doces (era? não sei!!)... lembro que não era de muito bom tom ir à fila do terreiro porque as familias "católicas" não curtiam muito.... mas a gente ia. meio escondido... meio dissimulado... mas ia. e lá não era um saquinho pequeno não, lá era um saco grande, tipo esses de pão e dentro sempre tinha um "grande presente"... fosse um jogo, uma bola, uma boneca... mas o importante é que tinham doces, muitos doces. era um 27 de setembro agitado, crianças correndo pelas ruas, gritando... "-ali tá dando doce!!!"... " - a mulher do 101 tá dando doce!!" ao final do dia, com as sacolas cheias, voltávamos pra casa... era a hora de separar. a tradição pedia que: deveria haver um prato de papelão com laminado prateado para cada tipo de doce. então, sentávamos na mesa, eu e meus irmão ( que são mais velhos) e separávamos as cocadas, dos pés de moleque, dos cocozinhos de rato, das balas de coco, das balas normais, das maria moles (minhas favoritas), dos doces de amendoim, das jujubas, dos delicados (odiava os de anis), dos pirulitos, dos suspiros, dos doces de abóbora, dos pequenos brinquedos como: anéis, carrinhos, bichinhos, bonequinhos, baratinha (um brinquedinho de metal que fazia barulho), tubinhos de bolinha de sabão, piões, apitos... nossa era muita coisa. depois de separados era hora de dormir... porque doce a noite não era permitido. imagina como era passar uma noite inteira pensando no dia seguinte... poder comer os doces recolhidos... era uma noite ansiosa. adulta, não dispenso um docinho nesse dia e por vezes faço uma entrega. mas hoje farei um bolo... hoje, amanhã, depois não importa o dia , o importante é fazer. obrigada Cosme e Damião pela luz no caminho, ela tem me guiado muito nessa estrada da vida adulta.
aos adoráveis ÊRES do Sincopé pergunto: querem tomar um café? dessa vez com bolo!!!

sábado, 25 de setembro de 2010

quem não pode com mandinga... não vale a pena nem tentar!!!

tudo pronto! festa preparada!!
hummm... será??
acho que sim!!!
boto fé!!!
e claro, faço figa.
sou filha de baianos.